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29 de maio de 2013

O primeiro edifício mantido com algas é inaigurado em Hamburgo


Foi inaugurado recentemente o primeiro edifício que funciona a partir da energia fornecida por algas. Localizado em Hamburgo, o prédio foi inaugurado durante a exposição internacional “International Building Exhibition” e foi construído pela empresa Arup.

A fachada bioreativa foi construída numa espécie de segunda pele exposta ao sol. Os paineis, que se assemelham mais a tanques, contêm algas que se desenvolvem com a luz solar que incide diretamente e que é posteriormente transformada num combústivel do tipo biomassa. esse combustível é queimado num gerador do próprio edifício.

As algas alimentam-se do dióxido de carbono e de nutrientes que são fornecidos por uma bomba de água. Alguma energia advém também de painéis solares. O edíficio foi construído de forma a ser auto-suficiente e os painéis de algas fornecem também sombra aos ocupantes do prédio.

O prédio BIQ, como é chamado, é composto por 15 apartamentos. Edifícios com energia a partir de algas já tinham sido teorizados, mas nunca tinham sido efetivamente construídos, até agora.

Fonte: Wired

26 de agosto de 2012

O que vai ser feito dos espaço olímpicos de Londres?

Como o assunto "infra-estrutura olímpica" foi debatido num post anterior, fui procurar saber o que será feito dos equipamentos olímpicos construídos para os Jogos de Londres. O que vai ser feito com eles? Bom, vamos lá:


1. O princípio da reciclagem


Crédito : AFP/ANTHONY CHARLTON 

O projeto propunha, desde o começo, o compromisso da fazer do equipamento olímpico de Londres um "modelo de reciclagem". A tese era evitar os famosos " elefantes brancos", que aconteceram nas sedes olímpicas anteriores, até mesmo nas melhor sucedidas. Para isso foi criada uma empresa, a London Legacy Development Corporation, encarregada de reciclar espaços e utensílios usados nos jogos, dando a tudo uma segunda vida. 

2. O futuro do Estádio Olímpico

Crédito : AFP/GABRIEL BOUYS 

Ele custou cerca de 600 milhões de euros, mas seu futuro, apesar das promessas de reciclagem, resta desconhecido. A London Legacy Development Corporation anunciou que quatro investidores estão interessados em adquiri-lo: dois clubes de futebol (West Ham e Lleyton Orient), uma universidade especializada na economia do futebol e uma escuderia de Formula 1. 

3. O futuro do velódromo

Crédito: AFP/ANTHONY CHARLTON 

Vai ser explorado pelo Parque Regional de Lee Valley, que pretende criar um centro de treinamento para o ciclismo.

4. O futuro do Parque de Canoagem


Crédito: AFP/OLIVIER MORIN

Também será explorado pelo Parque Regional de Lee Valley.n Londres 4 - Le Parc régional de Lee Valley exploitera aussi le Lee Valley White Water Center, qui accueillera les Championnats du monde de slalom en canoë-kayak en 2015. 


5. O futuro do Centro de Imprensa


Crédito: AFP/ANTHONY CHARLTON

Vai se transformar num prédio de escritórios, explorado pelo grupo iCity - que também instalará no lugar um centro de conferências e áreas comerciais.

6. O futuro do Pavilhão de Handball

Crédito: AFP/ANTHONY CHARLTON

O "Copper Box", como era chamado, será explorado pela empresa Greenwich Leisure Limited, e adaptado para acolher treinos e competições esportivas. Uma parte do complexo será colocada à diposição dos moradores do bairro. 

7. O futuro do Centro Aquático


Crédito: AFP/CARL COURT
Durante os Jogos, o centro podia receber até 17.500 pessoas. Será readaptado para medidas mais modestas, de forma a não se tornar um " elefante branco", da cara manutenção. Passará a contar com 3.500 vagas. Também explorado pela empresa Greenwich Leisure Limited, irá receber, em 2016, o Campionato Europeu de Natação.

8. O futuro da Vila Olímpica


Crédito: AFP/CARL COURT

Será transformado em 2.818 novas habitações, que comporão o novo bairro de  East Village. Desse total, 1.379 apartamentos serão destinados à habiutações de interesse social.



9. O futuro da Central Elétrica


Crédito:AFP/ANTHONY CHARLTON

Continuará sendo uma central elétrica, e irá auxiliar na distribuição de energia para o novo bairro de East Village e para toda a regiãqo.

10. O futuro do Parque Equestre


Crédito: AFP/ROBERT GRAHN

Pena, mas será completamente desmontada.


11. O futuro da Arena de Vôlei de Praia


Crédito: AFP/DANIEL GARCIA 

Será igualmente desmontada, completamente.

12. O futuro da obra de arte de A. Kapoor


Crédito: AFP/ADEK BERRY

A escultura do artista britânico Anish Kapoor, instalada em frente à Vila Olímpica, passará a ser mantida e administrada pela empresa Balfour Beatty Workplace, que tem planos para transformá-la numa atração turística " incontornável" de Londres.


22 de junho de 2012

A solução ambiental virá das cidades?

O fracasso da Rio+20 deixou pelo menos um compromisso diferenciado: o acordo entre os prefeitos de 59 metrópoles mundiais que integram a rede C40 (Cities Climate Leadership Group), que anunciaram a intenção de diminuir em 45% a perspectiva de emissão de gases que contribuem para o efeito estufa até 2030. 

O comunicado fala no potencial de redução de 1,3 bilhão de toneladas, atingindo em 18 anos, quantidade de gases poluentes menor do que se produz hoje. 

Esse consumo equivale, por exemplo, à emissão do México e do Canadá juntos. 

Em 2010, segundo o prefeito de Nova York e presidente do C40, Michael Bloomberg, as cidades do grupo emitiram 1,7 bilhão de toneladas de dióxido de carbono. 

Se nada estivesse sendo feito, estima a rede mundial, a emissão de gases chegaria a 2,3 bilhões de toneladas em 2020 e a 2,9 bilhões de toneladas 10 anos mais tarde.

Aos que se interessarem pelo assunto, sugiro visitar o site do C40.

Em O Globo, li o seguinte:
"O progresso precisa continuar, mas precisamos de um futuro melhor para todos. Os resultados do impacto de emissão de carbono são impressionantes e essas cidades, que representam 14% da pegada de carbono no mundo, têm potencial de redução", explicou Bloomberg, defendendo o caminho da bioeficiência e criticando a falta de apoio dos governos nacionais.

Segundo Bloomberg, os prefeitos têm controle direto sobre 75% das fontes urbanas de emissões de poluentes e critica a posição das esferas superiores de governo. De acordo com o prefeito de Nova York, dois terços das emissões de gases do efeito estufa das cidades do C40 foram pagas sem acordos com governos nacionais. "Os poluentes causam 30% do aquecimento global e as áreas urbanas concentram 80% dos gases do mundo. As cidades não podem mais esperar pelos governos nacionais."